Professor cria ONG para cobrar melhores condições de mobilidade

Cansado de testemunhar o caos no transporte público, o professor universitário José Manoel Gonçalves criou a FerroFrente, uma ONG que fiscaliza e cobra das autoridades melhores condições de mobilidade. Em quatro anos de atuação, a associação entrou com onze processos, focados especialmente em casos de abandono de trens e metrôs. “São fundamentais, mas nosso governo não investe nesse setor”, diz Gonçalves. Por enquanto, nenhuma ação chegou à instância final, mas a entidade acumula algumas vitórias, como a determinação judicial para que o governo paulista vigie os canteiros de obras da Linha-17-Ouro do Metrô. Até o fim do ano, a ONG entrará na batalha contra a superlotação dos vagões. “Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, os espaços deveriam comportar no máximo quatro pessoas por metro quadrado, mas, na prática, há o dobro”, diz.

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