Dia do Engenheiro – 11/12 – Dede SEESP

José Manoel Ferreira Gonçalves vai ser homenageado no dia do Engenheiro – 11/12
 
Doutor em Engenharia de Produção, Mestre em Engenharia Mecânica,  Engenheiro Civil , Jornalista  e Advogado 
 
Escritor, autor das seguintes obras:
 
Despolindo sobre Trilhos, Um Brasil sobre Trilhos, Ferrovias, Madeira Mamoré.
 
Pós-graduado em Geoprocessamento (UFRJ), Termofluidomecânica (EFEI), Eng. Oceânica (Coppe-UFRJ) e História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado FAAP.
 
É presidente da Ferrofrente, Frente Nacional Pelas Ferrovias, e do Movimento Tarifa Justa, membro do Conselho Consultivo da CNTU, Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados e do Conselho consultivo do Setor de Logística e Suprimentos do Sindicato de Engenheiros do Estado de São Paulo. 
 
Foi conselheiro do Instituto de Engenharia em dois mandatos e do CREA- Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo. 

Rumo vai ampliar a FERRONORTE com seu próprio caixa sem ajuda do governo.

 

Rumo diz ter R$ 6 bi para alongar Ferronorte
27/11/2017 – Valor Econômico
Num aceno ao governo para que antecipe a renovação de suas concessões, a Rumo Logística, uma das maiores empresas do ramo no Brasil, garante que já levantou os R$ 6 bilhões – sem apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – para viabilizar, em quatro anos, uma extensão de 650 quilômetros da controlada Ferronorte, ligando Rondonópolis a Sorriso, no Mato Grosso.

O dinheiro viria do caixa próprio da companhia e de investidores estrangeiros, que já demonstraram interesse em entrar no negócio, disse o presidente-executivo da Rumo, Júlio Fontana Neto, no “Fórum Ferrovias e a Integração dos Modais”, em Nova Mutum (MT), região médio-norte do Estado. “Não vai ter um centavo de dinheiro público”, disse ele.

Com esses investimentos, a concessionária teria a oportunidade de avançar justamente até o médio-norte do Mato Grosso, região que mais produz soja e milho no Estado, que é o líder na produção brasileira de grãos. Hoje, a Ferronorte parte de Rondonópolis (MT) e se conecta à Malha Paulista – outra concessão da companhia, que corta São Paulo – até o Porto de Santos (SP), onde a empresa detém 50% da movimentação de cargas.

“Pela lei, eu posso pedir ao BNDES, mas queremos fazer com investimentos próprios”, afirma Fontana Neto. “Mas já fizemos estudo do traçado, localização dos terminais de transbordo. O futuro da companhia é chegar mais perto do centro de produção”, lembrou o executivo.

Por outro lado, Fontana observou que, antes da extensão da Ferronorte sair do papel, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) precisa renovar por 30 anos a concessão na Malha Paulista. A ANTT, no entanto, até chegou a estimar para outubro a assinatura dessa renovação, mas ainda avalia o pedido.

Em vigor desde maio, a MP das Concessões, que permitiu a prorrogação de várias concessões de infraestrutura do país, flexibilizou as regras para as concessionárias de ferrovias pedirem a renovação antecipada de seus contratos. Justamente o que defende a Rumo. A concessão da Malha Paulista vence em 2028, enquanto a da Ferronorte vence em 2079, por exemplo – as duas malhas se conectam.

Fontana Neto também voltou a estimar que, somente por conta da prorrogação da Malha Paulista, a capacidade total de transporte de grãos pela Rumo deve mais que dobrar a capacidade de transporte, para 75 milhões de toneladas, dentro de cinco anos. Hoje, a companhia movimenta 35 milhões de toneladas ao longo de 12,9 mil km de trilhos suas quatro ferrovias.

Além das malhas Paulista e da Ferronorte, a concessionária opera as malhas Oeste e Sul. “Já estamos na fase final dos investimentos na Malha Paulista, que começaram nos últimos anos e vão totalizar R$ 4,7 bilhões”, disse.

Ao mesmo tempo em que se estusiasma com as oportunidades geradas pela possível ampliação da Ferronorte, porém, a Rumo descarta qualquer interesse na Ferrogrão, concessão desenhada pelo governo que só deve ser licitada em 2018 e que ligaria Sinop (MT) a Miritituba (PA). “Hoje, a Ferrogrão não é interessante para a Rumo. Meu negócio é mais ir para baixo, do que para cima [Arco Norte]”, concluiu Fontana.

Procuradoria pede abertura de inquérito contra Alckmin no STJ com base em delação da Odebrecht

Procuradoria pede abertura de inquérito contra Alckmin no STJ com base em delação da Odebrecht

 

Executivos ligados à empreiteira relataram suposto repasse de R$ 10,7 milhões a pretexto de ‘contribuição eleitoral’, com a ajuda do cunhado do governador de São Paulo, Adhemar César Ribeiro, em 2010 e em 2014

Breno Pires / BRASÍLIA

24 Novembro 2017 | 21h49

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de um inquérito penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin(PSDB), para investigar acusações que lhe foram feitas por delatores da Odebrecht em acordo de colaboração premiada. O inquérito, registrado em segredo de justiça, tem como relatora a ministra Nancy Andrighi.

O pedido foi encaminhado na quarta-feira (22) ao STJ pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, o responsável na PGR por conduzir os inquéritos relacionados a esse tribunal, que tem a prerrogativa de processar governadores.

Os fatos atribuídos por três delatores da Odebrecht a Alckmin são de que ele teria sido o destinatário de R$ 10,7 milhões repassados pelo setor de propinas da empreiteira a pretexto de contribuição eleitoral, com a ajuda do cunhado do governador, Adhemar César Ribeiro, que teria recebido pessoalmente parte desses valores. Os delatores são Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Carlos Armando Guedes Pachoal e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva.

Na decisão de abril em que encaminhou o caso ao STJ, ainda como petição, sem pedido de abertura de investigação, o ministro Fachin assinalou que os delatores relataram “que o Grupo Odebrecht teria repassado ao então candidato Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, atual Governador do Estado de São Paulo, a pretexto de contribuição eleitoral, R$ 2 milhões no ano de 2010 e R$ 8,3 milhões no ano de 2014, todas somas não contabilizadas.

Quando os fatos foram revelados, em reportagem exclusiva do Estado de S. Paulo, no dia 11 de abril, Geraldo Alckmin negou as acusações. “Jamais pedi recursos irregulares em minha vida política, nem autorizei que o fizessem em meu nome. Jamais recebi um centavo ilícito. Da mesma forma, sempre exigi que minhas campanhas fossem feitas dentro da lei”, disse.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE GERALDO

Procurada, a defesa do governador disse que tomou conhecimento do pedido de abertura de inquérito, mas que não tinha obtido acesso aos autos e não sabe o que está sendo alegado pela PGR.

O advogado José Eduardo Alkmin disse que se manifestará após ter acesso ao inquérito e disse não ter informação sobre se já houve a autorização por parte da relatora Nancy Andrigui.