Frente pela volta das FERROVIAS vai ao STF propor audiências públicas sobre concessões no setor. Encontro com ministra Cármen Lúcia aconteceu nesta quinta-feira, dia 25.10, em Brasília.

 

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebe em audiência na próxima quinta-feira (25.10), em Brasília, representantes da sociedade civil que querem, por meio de liminar, suspender o processo de renovação antecipada das concessões de ferrovias que está em curso, e discutir um projeto nacional para expansão do transporte sobre trilhos.

O presidente da Ferrofrente (Frente Nacional pela volta das Ferrovias), José Manoel Ferreira Gonçalves, estará presente no encontro e defenderá a realização de audiências públicas para discutir o melhor modelo de ferrovias para o país nos próximos 40 anos.

Na sua opinião, a confirmação da prorrogação das atuais concessões será uma tragédia para o transporte ferroviário no Brasil. “O modelo atual, concentrado em três grandes grupos empresariais, não vai possibilitar a existência de uma malha ferroviária que atenda às nossas necessidades. Continuaremos com um transporte de passageiros praticamente inexistente, e com o transporte de cargas restrito a minério de ferro e grãos, quando temos potencial para ampliar de maneira progressiva a participação do modal ferroviário, evitando inclusive a dependência do transporte rodoviário, como vimos na recente greve dos caminhoneiros”, afirma José Manoel.

Dados do próprio Governo Federal apontam que as ferrovias brasileiras transportam apenas 15% das cargas em termos de tonelagem por quilômetro útil. No mercado urbano de passageiros, a participação modal ferroviária é ainda muito mais escassa. Há atualmente no país 8.534 km de ferrovias abandonadas, 51.530 km de ferrovias planejadas e apenas pouco mais de 10.000 km de ferrovias ativas – ou precariamente ativadas.