Companhia japonesa se desculpa por trem partir 20 segundos mais cedo que o previsto

Linha de trem transporta passageiros de Tóquio à cidade de Tsukuba, no leste do país

 

Companhia pediu ‘sinceras desculpas’ pelo inconveniente  Foto: motihada / Pixabay

Uma companhia de trem do Japão pediu desculpas em seu perfil oficial numa rede social por ter partido da plataforma 20 segundos mais cedo que o normal.

A direção da linha Tsukuba Express, entre Tóquio e Tsukuba, diz que “pede desculpas sinceras pelo inconveniente” causado, de acordo com a BBC. Em seu site oficial, a companhia declarou que a previsão era que o trem saísse às 9h44min40seg do horário local, mas partiu da plataforma às 9h44min20seg.

“A tripulação não checou a hora da partida o bastante e realizou a operação de partida”, complementava a declaração oficial.

 

Link: http://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,companhia-japonesa-se-desculpa-por-trem-partir-20-segundos-mais-cedo-que-o-previsto,70002086929

NOTA DE REPÚDIO FERROFRENTE. PARAISÓPOLIS SEM METRÔ. POR QUÊ? EXIGIMOS RETRATAÇÃO.

NOTA DE REPÚDIO.

PARAISÓPOLIS SEM METRÔ.

POR QUÊ?

EXIGIMOS RETRATAÇÃO.

Nós, os moradores de Paraisópolis, na região do Morumbi (Zona Sul), repudiamos a decisão do Poder Executivo Estadual de excluir o bairro do mapa do metrô paulistano. A supressão do trecho da Linha 17-Ouro – que atenderia a mais de 100 mil usuários – começou a ser ventilada há três semanas e foi confirmada à população da área durante reunião de lideranças locais, convocada pela FerroFrente, associação que defende os direitos dos passageiros sobre trilhos.

Sao Paulo,SP,Brasil. 19/03/2004
Favela de Paraisopolis, zona sul da cidade e o luxuoso bairro do Morumbi ao fundo, revelando o contraste social./ Paraisopolis Slum, south region of the city and the luxurious borough of Morumbi in the back, revealing the extreme social contrast.
Foto Marcos Issa/Argosfoto

Ao questionamento feito pela FerroFrente, integrantes da Cia. do Metropolitano reafirmaram que não será executado o projeto originalmente previsto, o que beneficiaria aos habitantes mais dependentes desse meio de transporte.

 

O documento, apoiado pelos preteridos usuários da futura linha 17-Ouro, questiona a reiteração da Secretaria de Transportes Metropolitanos de que não haveria possibilidade de viabilizar o anunciado pelo próprio governador. Ao subscrevê-lo, a comunidade indaga: uma rede metroferroviária (com a implantação da linha e da estação até a comunidade de Paraisópolis) não contribuiria para o equilíbrio financeiro de receitas operacionais do sistema?

 

Pergunta, ainda, se a atual restrição à reposição de quadros operacionais e de manutenção – atualmente comprometida em termos de qualidade e de eficiência dos serviços prestados – não seria minimizada com o melhor resultado propiciado pelo aumento efetivo do número de passageiros transportados.

 

Também quer saber se o que o Estado deixou de receber de multas do atraso do contrato da Alstom (de 2008, período desde quando foram pagos mais de 50%, equivalentes a R$ 800 milhões), não poderia ser investido na implantação do serviço público de transporte para a comunidade de Paraisópolis, que tanto precisa desse sistema. Essa ‘desistência’ visaria, por exemplo, a abrir espaço para a privatização do sistema?

 

A FerroFrente deduz que, na realidade, existiria em andamento plano de vulnerabilização do sistema, com possibilidade de intercorrências na operação para tal justificativa acima mencionada. Isto serviria induzir à conclusão geral de que privatizar ou conceder o serviço  público à iniciativa privada é a saída?

 

Nós, os moradores e lideranças de Paraisópolis, queremos externar – de forma clara, inequívoca e pública – nosso mais veemente protesto à decisão do governo estadual de excluir Paraisópolis do mapa do metrô. Da 17-Ouro, adequadamente chamada de linha extremamente integradora, esperávamos que nos conectasse à cidade São Paulo, e foi anunciada pelo governador em 2013. Com isso, obteve o apoio político de grande parte dos milhões de eleitores que aqui é o apoiaram na sua reeleição em 2014. Avalia a FerroFrente, entidade que nos representa nessa ação e nessa luta, que a ‘desistência’ do governo reforça equívocos de gestão do governador no setor de transportes em geral, sobretudo de massa.

Entendemos que a implantação da linha e da estação na comunidade de Paraisópolis contribuirá para o equilíbrio financeiro de receitas operacionais do sistema, pelo aumento efetivo e expressivo do número de passageiros transportados.

 

Esta carta representa a oficialização da organização que estamos constituindo, que agirá de variadas formas, desde a conscientização de nossa gente a ações de convencimento das autoridades e, caso necessário, ações junto à justiça. Paraisópolis é uma comunidade formada majoritariamente por trabalhadores, responsáveis pelo bom funcionamento da cidade e do Estado de São Paulo, e merece ver tratado com respeito seu direito de ir e vir.

 

São Paulo, 6 de novembro de 2017.