AULA DE HISTÓRIA

 
 Se quisermos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma hsitória nova, Mahatma Ghandi.
 
 
 
                                      Povo que não tem história  para contar não tem o reconhecimento de outros povos. Há países que sabem disso há muito tempo. Por isso sempre incluem no roteiro turístico obrigatório uma visita pelo menos ao museu nacional. Sabem que um pouco de sua civilização será levada na cabeça do turista para que conte quando voltar para a casa. É um bem intangível mas que marca de forma indelével o local visitado. Há inúmeros exemplos no mundo, e eu mesmo tive oportunidade de conhecer vários museus, um deles na Albânia. Em que pese a pobreza atual da ex-república soviética, o Museu Nacional, em Tirana, é maravilhoso. Não se sai de lá sem livros e lembranças do passado cultuado. O museu marítimo em Talin, na Estônia, também um país pobre,  é outro exemplo.  Os países ricos têm muito mais para mostrar.
 
 
 
                                      Nós estamos aprendendo a lição. O presente trabalho de José Manoel é uma contribuição importante para a reconstrução da história do Brasil. É uma epopeia pouco conhecida e pouco divulgada nas aulas de história da nossa escola. Os livros didático dedicam pouca importância. O presente Madeira-Mamoré resgata uma época importante e dá uma oportunidade para que a sociedade brasileira conheça melhor uma façanha que se iguala ao esforço da abertura do Canal do Panamá pelos americanos ambos contemporâneos do início do século 20. Este, por razões óbvias, muito mais conhecido e divulgado mundialmente.
 
 
 
                                       Uma das belezas da História é que ela é sempre recontada a partir de uma visão do presente. Jose Manoel dá uma contribuição para que se recupere todo o passado do ferroviarismo do Brasil e nos obriga a avaliar a importância que esse meio de transporte tem para o atual momento de desenvolvimento da nossa economia. É lamentável que uma parte desse acervo ou se perdeu, ou está em péssimo estado de conservação, mas isto não pode ser um impedimento para a pesquisa histórica e a recuperação de um esforço tão grande do Brasil . Este primeiro volume não é uma visão saudosista, pelo contrário, é um desafio para a construção do presente e o futuro do nosso país. Como jornalista e portanto leigo também neste assunto, toda vez que preciso de um especialista para explicar para o público aspectos dos transportes ferroviários, lanço mão do conhecimento e da paciência de José Manoel, a quem, a partir deste  trabalho de fôlego, considero também um historiador.
 
 
 
Heródoto Barbeiro – jornalista, âncora do Jornal da Record News e professor emérito da ESPM
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